26 de junho de 2015

Escolhas

Há sempre uma altura das nossas vidas em que temos de fazer escolhas. Eu estou numa fase em que, provavelmente, tenho em mãos um dos maiores dilemas da minha vida, e os dilemas pedem escolhas, difíceis e dolorosas, mas escolhas necessárias. Percebemos que crescemos quando optamos por fazer a escolha, não a que é mais fácil ou a que é melhor apenas para nós, mas a mais sábia. E é precisa muita coragem para escolher o lado que mais nos vai fazer sofrer, mas ao mesmo tempo o que mais nos vai fazer felizes.

Há uns anos deparei-me com o mesmo dilema e acabei por fazer a escolha errada. Escolhi desistir, escolhi ser fraca e rancorosa em vez de ser persistente e lutadora. Arrependo-me dessa escolha desde então, e irei arrepender-me todos os dias da minha vida. Desta vez escolhi ser diferente. Escolhi lutar, mesmo que doa pensar na deslealdade em cada suspiro e em cada fechar de olhos. Escolhi as noites mal dormidas, os apertos no coração, o medo da traição. Sim, eu escolhi este caminho. Se por agora vou sofrer? Sim vou, e muito. Não é fácil depositar confiança, por muito pequena que seja, em alguém que nos apunhalou pelas costas, mas nunca vou saber se valerá ou não a pena se não tentar. Eu, como humana, um dia também vou errar. Pode ser hoje, pode ser amanhã, pode ser daqui a um mês ou daqui a uns anos ... mas no dia em que eu errar eu vou rezar para que alguém faça o mesmo esforço por mim. Todos erramos um dia, e todos merecemos uma segunda oportunidade. Mas notem: uma segunda oportunidade não traz uma terceira com ela. 

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