16 de maio de 2015

Benfica, dá-nos o 34


Dia 20 de Abril de 2014.
Dia de Páscoa para os comuns mortais. Para nós, benfiquistas, o Dia B ... dia do 33.

   Quase que fiz a minha primeira direta. Aliás, como era possível dormir com toda aquela ansiedade a percorrer-me a mais ínfima veio do corpo. Apesar de todas as más circunstâncias que estavam presentes na minha vida, dei por mim a pedir o 33 a Deus. Nós merecíamos, mas eu merecia ainda mais porque via a conquista do título como uma espécie de 'presente' ou 'compensação' pelo sofrimento pelo qual passava devido à doença de cronh. Por isso decidi naquela madrugada pré-jogo que, se ganhássemos o título, é porque Deus me teria compensado
    O resto do dia passou devagar. Muito devagar. Eram 8 da manhã já eu estava acordada. Fui ás compras com os meus pais, fui dar a volta habitual de Domingo á feira do relógio e depois vim para casa. Esta rotina domingueira costuma ir até ás 13 horas, mas naquele dia foi até às 11. Logo naquele dia em que eu precisava que tudo passasse a correr até há hora do jogo. O céu estava nublado e de vez em quando uma chuva miudinha aparecia, e eu, á janela, dizia para o meu irmão: "Benfica até debaixo de água". Ás 15 peguei no manto sagrado e no cachecol, vesti o casaco e fui rumo ao Estádio da Luz. O coração batia a uma velocidade cada vez maior à medida que o tempo passava. Entrei no estádio uma hora mais cedo, não podia estar no meio de muitas confusões por causa do intestino que tinha de fora e do saco que estava colado à minha barriga. Durante essa hora de espera para que o jogo começasse, fiquei mais tranquila. Tinha a maior das fés que iria sair dali com o 33, direitinha para o Marquês. Mas se a a volta da águia vitória me fez tremer o coração, o hino entoado por 60 mil vozes foi arrebatador para mim. Lembro-me de ver pessoas com as lágrimas nos olhos, lágrimas de emoção, de felicidade e de agradecimento. Quase no fim do hino desmanchei-me em lágrimas também, assim como o meu irmão. É impossível ficar impávido e sereno mediante um momento como aquele, não tenho nem nunca terei palavras suficientes que possam explicar o que é viver e sentir aquele hino, num jogo que nos podia dar das melhores felicidades das nossas vidas. Foi inesquecível. A primeira parte acabou e o jogo prosseguiria sem golos. Comecei a sentir o nervoso miudinho que pairava no ar. Milhares a querer um golo, um único golo e ... chegava

Aos 50 minutos da segunda parte o speaker do benfica começou a puxar pelos adeptos e, como se as nossas vozes se transformassem em força, o primeiro golo surgiu. E depois o segundo. E quando demos por nós ... já gritávamos "o campeão voltou". Os NN Boys, que estavam ao meu lado esquerdo, enfureciam as vozes, já quase roucas, de todos aqueles que gritavam sem parar. Se aquilo não é o 'inferno da luz' em todo o seu esplendor, então não sei o que poderá ser. Só sei que, momentos depois .... o 33 era nosso. 



Dia 17 de Maio de 2015
Para nós, benfiquistas, o Dia B ... dia do 34

Amanhã podemos repetir. Não é como ganhar um título no estádio da luz, mas é como ganhar um bi-campeonato: a melhor sensação clubística do mundo. O "está tudo a pensar no mesmo" é uma verdade mais que absoluta. A ansiedade já chegou ao coração dos milhares de benfiquistas espalhados pelo mundo e enquanto não chegam as 18 horas de amanhã ... esperamos impacientemente para podermos dizer, com todo o orgulho que carregamos em nós "somos BI-CAMPEÕES". E no fim iremo-nos juntar na Rotunda do Marquês e estaremos, uma vez mais, nas bocas do mundo. Porque ser do benfica é isto mesmo: sermos UM, fiéis, 'loucos da cabeça', #colinho e os adeptos mais felizes do mundo.

Por isso ... 
SPORT LISBOA E BENFICA 
AMANHÃ DÁ-NOS O 34! 




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