13 de abril de 2015

Faculdade, faculdade ... !

 


Há meses que tenho tido a oportunidade de observar algumas 'particularidades' que acontecem dentro das 4 paredes da minha faculdade. Não é que lá passe o dia inteiro, nada disso. Eu sou basicamente aquela estudante que só mete os pés na faculdade quando é estritamente necessário, e por estritamente necessário quero dizer que só lá vou quando tem mesmo de ser. Ainda assim, as duas a quatro horas que lá vou por dia (e isto partindo do principio que lá vou de segunda a sexta, o que quase nunca acontece) têm muito que se lhe digam. 


   Tudo começa quando decido que sair de casa 20 minutos antes do inicio da aula é demasiado apertado. NUNCA É! Moro na Belavista e maior parte das vezes apanho trânsito, sobretudo de manhã, e ainda posso dizer que dos (um exemplo) 40 carros que apanho à frente, 30 são carros das escolas de condução, já para não falar daqueles condutores que, sobretudo na zona de Alvalade, param por tudo e por nada ... e mesmo assim quase que acabo por ser sempre a primeira a chegar às salas, é impressionante, e eu detesto ser das primeiras a chegar, acho que dá aquele ar de 'atinadinha' que eu não gosto. Um verdadeiro rebelde chega em cima da hora, e eu, mesmo que tente ao máximo, não consigo. E isto leva-me a um outro ponto, feito mais em forma de pergunta: que espírito é esse de terem milhões de metros quadrados para se meterem aos grupos e agruparem-se sempre, mas sempre à frente (literalmente à frente, do tipo ... mesmo a empatar) da porta de entrada das caves ( aquela que dá acesso ao estacionamento externo e pavilhão novo)? É fantástico como eu chego à faculdade, vejo-a quase deserta, e quando vou a entrar pela porta há um aglomerado gigante de pessoas ali a empatar o caminho (que já é pequeno) das pessoas que tanto querem sair como querem entrar na faculdade, e é curioso, porque se se chegarem um ou dois metros para trás têm um espaço enorme onde se podem aglomerar à vontade. Não percebo, aquela porta deve ter mel ou algo do género, e com uma escola tão grande têm sempre de se amontoar no pior sítio. Não percebo ! 

Pegando nessa questão do "só vou à faculdade quando é estritamente necessário", tenho algo a acrescentar: não sejam como eu. Se tiverem uma dose extra de azar na vossa vida, vai acontecer o seguinte: imaginem que há uma aula que por acaso vocês não faltam, mas chega um dia em que vocês decidem faltar porque, para alem de ser uma seca, a matéria parece nunca avançar. Pois logo naquela aula específica em que decidem ficar na cama a dormir a professora dá rios, mares e oceanos de matéria e entrega resmas e resmas de fichas e de referências para ler em casa. É que é preciso ter mesmo muito azar, e eu tenho esse azar todo para dar e vender. Não tentem sequer imaginar a minha cara quando me deparo com todo aquele leque de informação nova, números, linhas, mapas com pontinhos, isoglossas ... eu sabia lá o que era uma isoglossa pá!! LOL Sabem que apontamentos tenho no caderno sobre isso?

Isoglossa = é a linha que separa  (/)

Pior foi quando a professora perguntou "e fizeram aquele exercício?", "trouxeram um mapa em branco", "fizeram (não sei o quê) do granizo?" ... acho que neste momento morri para a minha vida académica. Enfim ... não façam o mesmo que eu, vai correr mal. 

Há uma outra coisa que me deixa completamente passada, e que, por acaso, aconteceu-me na quinta-feira passada. Tinha uma aula de Léxico ao meio-dia, e entre o vou e não vou lá decidi ir porque supus que a professora fosse entregar os testes. Lá vou eu, na minha vidinha, chego à porta da sala e está lá um papel que dizia "Não há aula de Léxico". Vocês não imaginam como o meu eu interior explodiu de raiva. Primeiro porque sair de casa só para ir a uma aula é custoso 'à brava', segundo porque a professora poderia ter avisado por e-mail e poupava-me a viagem, e terceiro porque eu, como aluna, não deixo papeis nas portas das salas onde vou ter aulas a avisar que não vou. É ridículo. Eu por acaso tenho o privilégio de morar perto da faculdade e ainda de me dar ao luxo de ir de carro todos os dias e de ter estacionamento reservado e tudo o mais, mas e aquelas pessoas que, tal como eu, têm apenas aquela aula durante todo o dia e que vêm de longe? E esta minha pequena frustração parte da frustração dessas mesmas pessoas, porque eu sei o que é estudar longe de casa, fazer umas duas horas de viagens de transportes e de chegar à faculdade e bater com o 'nariz na porta' porque o professor não avisou antecipadamente e por meios mais eficientes que ia faltar. E a ironia disto tudo é que são esses mesmo professores que depois queixam-se que há 60 inscritos na pauta e que só aparecem 20 nas aulas. Moralistas!

Podia ficar aqui mais uma horinha a relatar como são as minhas idas aos serviços académicos, mas posso-vos apenas sobre isso dizer que são sempre a mesma coisa: uma fila interminável de pessoas que demoram minutos intermináveis e, quando é a minha vez, consigo demorar menos que um segundo! É surreal. As minhas questões e assuntos são sempre resolvidos à velocidade da luz! Não compreendo. Outra hora poderia ser gasta ao contar-vos como o único multibanco  da faculdade está sempre vazio quando não preciso dele e como está sempre a abarrotar quando preciso ... mas isso já não é só naquele multibanco, é uma particularidade da minha dose de azar. 

Este é só o primeiro ano ... faltam dois, se até lá não der em doidinha! 


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