6 de março de 2015

Eu e os multibancos




Ás vezes tenho a sensação que só a mim, e apenas a mim, é que acontecem as coisas mais bizarras de sempre. Para além dos episódios constantes pelos quais passo na loja onde trabalho (podem revê-los aqui) e dos acontecimentos sinistros nas casas de banho públicas (aqui), hoje venho partilhar com vocês mais coisas do género (que, curiosamente, são os post's com mais visualizações aqui pelo
blog, só gostam de ler sobre a desgraça dos outros .... vá, sobre a minha desgraça em particular!).

Quantas vezes vocês vão ao multibanco ...vá, por semana? Eu vou (ou ia) cerca de 2/3 vezes, mas desde que perdi a carteira com os meus documentos que o serviço online do meu banco ficou indisponível temporariamente, e então lá vai a Vanda ao multibanco mais de 4 ou 5 vezes por semana (como se não tivesse mais nada que fazer!). Curiosamente, seja qual for o multibanco a que me dirijo para fazer seja o que for, está sempre cheio. Não cheio do tipo 2 ou 3 pessoas, nada disso. Cheio tipo com uma fila daqui até Algés! Não sei, acho que a hora que escolho para ir ao multibanco, aparentemente, é a mesma hora a que toda a gente decide fazer o mesmo, é a hora do povo! Mas uma fila de pessoas despachadas até não é assim tão mau quanto isso: mexe-se no telemóvel, olha-se para as montras das lojas, brinca-se com as unhas de gel e plimm, quando vou a ver já é a minha vez. Pior pior é quando estão 10 pessoas na fila e 9 delas está para pagar 3 ou 4 contas. Devem existir milhares de multibancos em Lisboa, expliquem-me o azar que é calhar ir sempre aos multibancos que estão cheios e com pessoas para pagar contas que demoram uma eternidade?

   Foi para aí na primeira semana de Janeiro (altura em que o Pingo Doce ainda não aceitava pagamentos com cartão em compras com valor inferir a 20 euros) quando se apoderou de mim uma vontade incontrolável de cortar os pulsos. Para quem conhece o Pingo Doce da Belavista, sabe que existem cerca de 5 multibancos lá dentro, como é possível eu os ter percorrido todos, de uma ponta à outra, e nenhum ter dinheiro? E adivinhem ... quando chego ao último, lá está ela: a fila interminável!! E pior: as senhoras que estavam no multibanco no momento em que lá cheguei demoraram, e agora sem exageros, 15 minutos a pagar uma conta porque se enganavam sempre na referência! Minha nossa! (dessa vez fiquei tão chateada que preferi ir a outro multibanco no bairro ao lado e voltar do que ficar lá à espera).

Outra situação bizarra que me aconteceu recentemente no multibanco (foi na quarta-feira, no multibanco da faculdade, depois de uma aula de Recursos para a Análise Linguística, para ser mais específica) foi ter-me esquecido como se fazem transferências pelo multibanco. Mas esperem que esta minha ida ao multibanco foi épica por duas razões. Primeira: não me lembrava mesmo como se faziam transferências pelo multibanco, isto das novas tecnologias e de ter tudo à mão no computador tem destas coisas; Segunda: uma das amigas da miúda que estava atrás de mim na fila estava praticamente em cima de mim enquanto eu estava no multibanco. Praticamente não, estava mesmo colada a mim, a tocar-me nas pernas com a mala e tudo. É que quer-se dizer, onde anda a privacidade no meio disto tudo? Por alguma razão as pessoas dão alguma distância à pessoa que está a usar o multibanco (pelas mais obvias razões). Eu sei que sou super atraente e que cheiro super bem, mas o meu espaço quando estou no multibanco é sagrado! 

Mas não ficamos por aqui, que o pior ficou para último. Isto foi no multibanco do Spacio, junto ao Montepio. Estava eu a subir as escadas rolantes quando vejo que o multibanco está vazio, tão vazio que cheguei a pensar que: a) estava a delirar; b) só podia ser para os apanhados. Mas como a esperança é a ultima a morrer, lá me dirigi, sempre com cautela, até ao multibanco. Estava mesmo mesmo mesmo a chegar quando vem um homem da esquerda e pumba, mete-se no multibanco primeiro que eu. O meu multibanco que estava vazio. Estava! Eu pensei logo "era muita fruta Vanda, enfrenta a realidade" e não tive outro remédio se não esperar. Claro que o homem não ia levantar dinheiro, ia pagar contas. Óbvio, nada de novo portanto. Passados uns (largos) minutos, o homem retira-se e eu, já com o cartão na mão para o meter na máquina, vejo que o ecrã estava ... bloqueado? Não sei bem os termos técnicos do multibanco, só sei que passados uns segundos a máquina começou a dizer (em alto e bom som) "retire o seu dinheiro". Eu olhei para o local por onde sai o dinheiro e nada. Carreguei no cancelar e nada. Dei um murro naquilo sem dó nem piedade e ela só me sabia dizer "retire o seu dinheiro". Eu soprava, as pessoas olhavam, a fila aumentava. Acabei por desistir e afastei-me do multibanco. Não sei o que se passou a seguir, só sei que entrei no Pingo Doce durante 5 minutos e quando saí o multibanco já estava a funcionar normalmente.

Moral da história: não me dou bem com multibancos! 



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